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Provisão

Orientadores ou Facilitadores?


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Esta palavra de hoje, como provisão da Seção Da Caserna, é dirigida especialmente aos mais graduados ou oficiais que participam de uma União Militar Evangélica. A posição de liderança que ocupam é motivo de atenção especial. No meio militar, como é sabido, quem está nessa função deve passar não apenas "o que" fazer, mas ensinar o "como" fazer e estimular para que a atividade se desenvolva. Caso contrário, todos colhem desmotivação e insucesso.

Por diversos grupos militares evangélicos observamos o comportamento de orientadores que não estão diante do grupo ostensivamente. Aparentemente sua participação têm sido mais "cosmética" do que algo substancial para o crescimento do grupo. Não pregam, não coordenam, parece que estão na moita, sem ambiente, deslocados. Sujeitam-se, com isso, a críticas tanto internas quanto externas, uma vez que, em tese e apoiando um entendimento dito "majoritário", é esperado de uma liderança um jeito de ser mais pró-ativo, visando bons resultados. O comportamento deles estaria certo ou errado? É o que nos propomos a analisar, a partir de agora.

Qualquer um que o Senhor tenha colocado como autoridade deve ter seu respeito e valor. Da mesma forma que autoridades no meio secular são colocadas por Deus para o nosso bem (Rm 13:4), não cabe aos liderados questionarem se Deus esteve ou não com a razão em escolher este, não aquele, para ocupar a posição importante de orientação do grupo. Orientar é conduzir, guiar, acompanhar; isso não quer dizer que o orientador precise ser necessariamente o "pastor" do grupo - até mesmo porque cada membro tem seu pastor -, nem o encarregado de transmitir a Palavra. Temos que atentar à conhecida passagem de Romanos 12:4-8, que fala a respeito da repartição de dons entre os integrantes da comunidade cristã: ela é feita segundo a vontade do Espírito Santo, e não segue lógica tampouco habilidades humanas, senão obedece a propósitos estabelecidos pelo próprio Deus. Um problema que se apresenta, entretanto, é a exigência de que o orientador esteja numa posição em que seja dele a palavra final a respeito de determinado assunto, sendo que ele mesmo vê que sua função, naquele lugar, é de apoio ou mesmo de suporte, o mais distante possível das luzes dos holofotes, até mesmo por limitações de personalidade.

Sabemos que tanto os extrovertidos quanto os introvertidos são importantes para o andamento dos trabalhos, e que nem um nem outro podem ser desprezados, ou mal vistos, por supostamente não fazerem bem seu papel de líderes: por esse motivo mesmo, podemos fazer distinção entre duas figuras de líderes de um grupo militar evangélico, os orientadores e os facilitadores. Chamamos orientadores aqueles que ocupam a posição de liderança do grupo, sem que haja conflito com a autoridade do presidente, constituindo-se em ponte com o comando da Unidade ao qual todos estão subordinados; chamamos facilitadores aqueles que estão em posição correlata, porém seu sentido de trabalho é mais inclinado ao apoio, ao suporte, a estar mais nos "bastidores" provendo as necessidades do grupo, na medida do que ele possa fazer para colaborar. Ambos, orientador e facilitador, podem se confundir na mesma pessoa: por vezes o orientador é nomeado pelo comando da Unidade como o responsável pelo grupo militar evangélico, mas seu trabalho - e personalidade - é de facilitador, ao passo que alguém com pendor para ser orientador, sem entretanto querer ultrapassar os limites da autoridade que lhe foi conferida, quer atuar de uma forma mais pró-ativa, mas acaba não encontrando seu espaço e termina por se afastar do grupo. Ambos os problemas podem ser consertados, a nosso ver.

Como esse encargo é mediante nomeação por ato administrativo, não há que se questionar a investidura de um facilitador na posição de orientador, e vice-versa. Caso isso ocorra, a colaboração é necessária entre o nomeado e outros oficiais, ou entre ele e integrantes da diretoria do grupo. Se orientador com inclinação a facilitador, que haja quem o aconselhe e exerça um apoio mais ostensivo, de modo a colaborar com que o nomeado tenha o suporte adequado ao exercício de seu dever; caso contrário, que ele exerça sua pró-atividade para que, ao mesmo tempo em que exorta o grupo a seguir firme os propósitos, seja ele o exemplo de quem respeita a autoridade conferida ao nomeado e colabore para que as atividades sejam ainda mais produtivas. Há aqueles que assumiram a função por razões de serviço, ou porque "ninguém mais se habilitou" ou, ainda, porque o contingente evangélico é baixo na unidade, e a obra não pode morrer. Nada disso deve constituir um obstáculo, caso orientador - ligação com a cadeia de Comando - não cumpra o papel de efetivamente, orientar o grupo. Ele deve, por sua vez, estar a serviço e cumprir com sua missão de modo consciente e abnegado, buscando os interesses do coletivo. Se existir consulta aos comandados, para aferição de oficiais ou graduados para a função de orientador, que se candidatem aqueles que, independentemente de serem orientadores ou facilitadores, aqueles que buscam trabalhar para o Senhor.

Quem dá os dons ou capacita é o Espírito Santo, assim reforçamos. Não se deve usar de qualquer posição para dar vazão a interesses pessoais, ou a ambição de parecer alguém bom e influente, diante da cadeia de Comando. Para todas as atividades, entretanto, Deus requer dedicação e esmero (v. 7), e certamente Deus há de cobrar mais ainda de quem estiver em posição de liderança. O facilitador, nesse contexto, é o encarregado da provisão de meios para a União Militar Evangélica: ele pode reservando lugares de reunião, providenciar materiais para as reuniões e transporte motorizado para lugares de retiros ou visita a igrejas, ou mesmo organizar atividades extras, sempre em coordenação com a diretoria do grupo evangélico.

Como se vê, trabalho existe e não se deve descartar o potencial de quem se apresenta para colaborar com a edificação do grupo militar evangélico. O que não se admite é alguém que, de fato, fique amoitado numa incumbência dessa grandeza. ...


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