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Dez Conselhos para Acabar com uma União Militar Evangélica


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Guarde esses conselhos. Talvez sejam úteis para você avaliar como tem sido o trabalho na tua União Militar Evangélica.

1. Comece se preocupando mais com números do que com pessoas. Afinal, grandes igrejas e empresas trabalham com produtividade, e o ser humano é por demais complexo para ser entendido. Isso é tarefa para os pastores, e o trabalho precisa ser descentralizado, não é verdade?

2. Ao lidar com o grupo, invista na informalidade. Mesmo nas dependências de uma unidade, é necessário relaxar, viver um clima de igreja, no qual postos e graduações, continências e sinais de respeito são simplesmente ignorados. O orientador, por mais graduado que seja, é um irmão como outro qualquer, e deve ser tratado como tal e se portar assim, como uma lição de humildade e de legítimo testemunho cristão. Se alguém passar olhando e estranhar, não há problema, pois temporariamente o crente deixa de ser militar e se submete apenas ao Reino dos Céus.

3. Traga cada vez mais a igreja para dentro da União Militar Evangélica. Afinal, como se cultua a Deus? A melhor liturgia não é a desenvolvida de comum acordo pelo grupo, e sim precisa - melhor, depende - do trinômio oração - louvor - palavra. Caso contrário, Deus não aceita a reunião, e ela foge do propósito cúltico.

4. Dirigente, traga sua denominação e forma de culto para a União Militar Evangélica. Se os demais não são conservadores, agasalha... que saibam como se deve cultuar a Deus, com decência, ordem e austeridade; se não são avivados, que parem de intervir no Espírito Santo e deixem o fogo baixar, o anjo passar e o shofar tocar! Equilíbrio é coisa que paisano gosta, não combina quando a igreja de Deus se instala na unidade militar.

5. Ainda sobre a questão de "igreja na unidade": diversifique, traga entretenimento aos companheiros! Isso mesmo: traga coros, bandas, conjuntos, duetos e quartetos famosos, traga dança, pantomima e teatro, e coloque isso tudo no lugar da reunião. O povo gosta de entretenimento, de cair e chorar, de se esbaldar com um louvor abençoado e, uma vez que os convidados são mais "comprometidos", melhor que eles tragam algo, do que permitir que os próprios integrantes desenvolvam seus respectivos ministérios. Se não for possível nada disso, traga um filme, não importando se o horário do filme extrapole o tempo disponível para as demais atividades de seus membros. Afinal, eles precisam estabelecer prioridades para "crescer" espiritualmente...

6. Instrução é coisa que deixa o "culto" militarizado, e portanto não deve ser dada. Jamais invista na instrução dos integrantes da União Militar Evangélica. Jamais! Afinal, não se pode falar a respeito de assuntos que interfiram na forma como as respectivas denominações tratam os mais variados pontos de doutrina e costume. O que importa é o congraçamento, a filiação, não como eles serão daqui a alguns anos ou na próxima movimentação.

7. Por falar em instrução, jamais contextualize sua mensagem. Figuras militares são terminantemente proibidas, pois não se mistura o "profano" da vida militar com o "santo" ensinado pelas igrejas. O trabalho de contextualizar é individual, e o que importa é fazer uma pregação, rasa mesmo, a respeito de "qualquer-coisa-inventada-na-hora" sobre Jesus e sua Palavra. Nada precisa ser sistemático, nem é necessário lidar com o dia a dia e com as necessidades espirituais dos irmãos militares, pois isso é "coisa da igreja". É melhor uma pregação que não dê trabalho do que gente incomodando mais tarde, enchendo o orientador do grupo com perguntas "teológicas demais"... Aliás, que a palavra sempre seja trazida por um pastor, devidamente reconhecido e gabaritado: já que a contextualização não é importante, muito menos deve se conceder a palavra a um companheiro militar que seja "leigo" e sequer saiba fazer uma mensagem de três pontos, agradável aos ouvidos.

8. Não se preocupe com limites, dentro das dependências da unidade. Afinal, a autoridade espiritual sobrepuja a humana, e não há limites para o poder e o agir de Deus! O volume não precisa desse respeito, nem o toque de silêncio, e outras atividades podem - e devem - esperar. Disciplina com horários faz parte da rigidez do dia a dia militar, e isso, conforme já dito, não serve para o momento da união militar evangélica. Se a reunião é marcada para 12h30, ela pode tranquilamente começar 12h45 e se estender até o horário em que se julgar conveniente, pois "melhor é estar em teus átrios" do que no corpo da guarda, desempenhando o serviço-de-dia.

9. Não se preocupe com comunicação. Comunicação é coisa daquela Arma que se autointitula "do Comando". Uma vez que o trabalho na união militar evangélica é baseado na informalidade, tudo se combina na hora, e gente de fora - colaboradores, pastores, pessoal das igrejas, da comunidade - têm de compreender que a união trabalha assim, o militar é assim, e que, além de tudo, "a vida do militar é inopinada". Não há, também, por que combinar quem faz o quê, pois isso tudo é desnecessário para "tocar um trabalho fácil, simples, que não requer esforço nem comprometimento". Nem celulares ou e-mails precisam ser trocados, pois "qualquer coisa a gente avisa".

10. Finalmente, nada de investir na comunhão. Comunhão é coisa de igreja, e amor é coisa de paisano "romanticão". Testemunhos e compartilhar necessidades, dúvidas, preocupações e assuntos inclusive familiares é margem a querer peruar errado, ou peruar conceito junto ao orientador. O momento não é propício: afinal, cada um está lá para fazer seu culto a Deus e se retirar em silêncio. Se for para falar, que peça antes e se modere, para não tomar tempo da reunião - que já é curto. E nem pense em compartilhar um texto bíblico, pois quem traz a palavra é o pregador, não o irmão. Além de tudo, círculos hierárquicos não permitem uma proximidade tão grande entre os integrantes da união ...


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