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Provisão

É válido mais de um grupo por unidade?


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Introdução

Uma das tarefas de nosso trabalho é, periodicamente, realizar visitas às unidades e fornecer o correspondente apoio ao trabalho que elas desenvolvem diante do efetivo, sobretudo cristão. Em geral, elas apresentam algum meio de concentração de atividades, dentro de um grupo militar evangélico regularmente constituído.

Em mais de uma ocasião, no entanto, nosso ministério Militar Cristão visitou unidades em que funcionava mais de um grupo militar evangélico. Seria isso um contrassenso, uma ruptura na unidade dos irmãos, um desestímulo à comunhão, nada saudável aos olhos do Comando e dos demais militares da guarnição? É o que nos propomos a refletir e responder nesse pequeno artigo.

É válido?

Todos nós sabemos a respeito da necessidade de que o grupo siga o molde da unidade que lhe dá os moldes, seja na autorização, seja especialmente no efetivo que o guarnece. Não apenas por esses fatores, um dos fundamentais a ser destacado é justamente o valor militar da camaradagem. A figura do “desunido”, do moita, conforme já destacamos em outras oportunidades, não é bem vista no meio militar.

Infelizmente, muitos grupos não prosperam, tendo por motivos discordâncias ideológicas ou mesmo comportamentais, o que pretendemos elaborar melhor em outra oportunidade: se ao menos esse fator for vencido, os demais podem ser bem contornados. Há, no entanto, outras barreiras que também se misturam com a própria vivência do militar entre seus pares. Para reforçar a visualização desse fator, basta dizer que, em vários casos, dificilmente um grupo com predominância de oficiais abrigará um de praças, e vice-versa. Esse aspecto se nota inclusive em escolas de formação de oficiais, ainda que os alunos e cadetes sejam praças especiais, não havendo, portanto, tantas limitações quanto a círculos hierárquicos.

Evidentemente, ainda mais com ênfase no ambiente militar, os círculos hierárquicos são de observação obrigatória. Ocorre que esse fator não pode se constituir em barreira para o desenvolvimento de um trabalho que venha a atender as necessidades dos militares – e se possível de suas famílias – no contexto cristão. E, possivelmente, um único grupo não atenderá a essas finalidades de modo satisfatório. Tomando por base esse raciocínio, podemos traçar dois cenários.

Sim, é possível

Convém para o desenvolvimento do trabalho cristão no ambiente militar que ele seja atendido conforme, especialmente, o círculo hierárquico que ele ocupa, e não apenas por esse critério. A linguagem desenvolvida e os assuntos a serem elaborados coletivamente são distintos entre os grupos. Não é necessário, no entanto, que haja uma segmentação bastante delimitada, como o “grupo dos cabos”, ou o “grupo dos primeiros tenentes”. Nem se pense em delimitar conforme a especialização – Arma, Quadro, Serviço, Corpo – ou mesmo se o efetivo é de combatentes ou não combatentes: entendemos como não sendo válido segmentar demais o efetivo.

Dessa forma, é importante pensar:

  • Qual o efetivo a ser atingido? É possível ele ser abrangente ou há mais de um círculo hierárquico diretamente impactado?
  • Por que somente um grupo para soldados, ou um para alunos, ou um exclusivamente para oficiais? Há como agregar num só, de modo que todos sejam edificados mutuamente?
  • Qual seria a “mínima fração ideal” para que houvesse uma forma de todo o efetivo da unidade fosse atendido apropriadamente?

Para essa última questão, inclusive, nossa opinião é a de que seria suficiente haver dois grupos para fins de “mínima fração ideal”: um para oficiais e outro para praças. Havendo clara necessidade de divisão por causa de familiaridade de assuntos a tratar, contextos de formação familiar, idade e extensão do efetivo, dentre outros motivos imprescindíveis, é interessante a segmentação. Se a unidade tiver um destacamento de efetivo considerável, como uma unidade escola, um NPOR ou mesmo uma guarnição específica de serviço e apoio, pode haver um grupo destinado a atender a esse contingente de modo especial.

Indispensável, também, é que cada grupo tenha estrutura própria e a autorização do Comando para seu funcionamento.

Quando a segmentação não convém

Há casos, no entanto, em que a segmentação é inviável ou mesmo desaconselhável. Além do que já expusemos sobre o problema da “segmentação excessiva”, há casos em que a presença de mais de um grupo pode representar um separatismo inexplicável ao pessoal que observa o grupo – ou os grupos – de fora, em especial quando esse pessoal constitui a cadeia de Comando. Pensamos como desaconselhável criar grupos bastante segmentados por idade, tais qual a igreja em seus “ministérios”.

A propósito – e isso já verificamos na prática – é preciso que se torne claro, cada vez mais, que o trabalho nas unidades não pode e não deve pertencer a essa ou àquela denominação. Soa como confusão e tendência a problemas de coesão na unidade um grupo que seja dissidente de outrem por conta de diferenças teológicas, um grupo só de “batistas” e o outro de “assembleianos”, ou um grupo mais avivado e outro conservador. Tais diferenças, a nosso ver, não são válidas para a segmentação, por serem barreiras que, com diálogo e relevância dos pontos de importância ao trabalho cristão militar, podem ser quebradas em prol da camaradagem e do compromisso com Deus diante do ambiente da caserna.

Conclusão

A finalidade da segmentação é especializar o trabalho, dentro de círculos em que se preserve a importância da hierarquia e disciplina. Entendemos que os grupos têm a finalidade de ser abrangentes conforme a necessidade espiritual dos militares e, se possível, de suas famílias também, independentemente do posto ou graduação.

Dessa forma, havendo o atendimento de requisitos básicos, há nossa recomendação no sentido de que o efetivo descubra ...


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