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Especial para Militares

Conhecendo o Seu Armamento

Por Cleber Olympio

No meu contato com instrução militar, tenho visto a grande importância de se cuidar do corpo, da mente, da disciplina e do respeito às instituições e à hierarquia, para que jamais se quebre a cadeia de comando. Algo, entretanto, chamou-me mais a atenção do que vários desses elementos, e acredito que o leitor concordará comigo se eu disser que o militar que não conhece seu armamento e munição, não tem chances contra o inimigo em campanha.

Deparei-me, ao ler certo manual de instrução militar, com uma extensa nomenclatura a respeito de um simples fuzil. Era o percutor, carregador, a mola do percutor, a alça de mira, a massa de mira, o mecanismo de repetição... arrego, para quê tantos nomes? Qual a utilidade de se conhecer tantas coisas, todas as partes de uma mesma arma? Não basta treinar no estande de tiro, e usá-la, se necessário? Para que tantos cuidados com o armamento?

Nisso me vem aquele versículo onde o Apóstolo Paulo recomenda que nos apresentemos a Deus como aquele "que maneja bem a palavra da verdade" (II Tm 2:15). Pois bem, como manejar bem uma arma sem conhecê-la? E como manejar bem a Palavra sem conhecê-la também?

Assim como no fuzil, cada parte da Palavra precisa ser entendida como elemento de um todo. Não adianta eu tentar "atirar" usando apenas a massa de mira, não é mesmo? O projétil não vai deixar o fuzil por livre e espontânea vontade, estou certo? De igual sorte, se porções da Palavra forem tomadas isoladamente para tentar justificar uma postura do cristão militar, como ele poderá lidar com uma situação de confronto? Portanto, um conjunto bem articulado pode conduzir ao que se espera, efetivamente: combater o bom combate, no caso defender a posição bíblica, com coerência e precisão.

Manejar bem as Escrituras significa conhecer como cada uma das partes trabalha para que o todo seja usado de modo correto. Assim como no fuzil é básico conhecer como funciona o mecanismo de repetição, na Bíblia também é básico conhecer, com clareza e objetividade, o plano de Deus para a humanidade. Há muitos que lêem somente o Novo Testamento, ou os Salmos, ou o Apocalipse, mas se esquecem de compreender que a Bíblia possui uma unidade, igualmente, destinada ao propósito de revelação da verdade eterna, e de notificar a respeito da salvação consumada em Cristo. O conhecimento minucioso e gradativo das Escrituras é fundamental para quem efetivamente deseja ser um "atirador" no pelotão de elite da obra do Senhor dos Exércitos. Se não se fizer de tal maneira, os riscos para um possível "incidente de tiro" são iminentes.

A arma precisa estar regulada. Por vezes é necessário lubrificá-la, evitar que ela se molhe ou tenha contato com a terra. Não, não estou falando de se fazer uma "capa nova" para a Bíblia, mas sim de se cuidar para que ela não "enferruje" em nossas estantes, mofando, sem uso. Cuidar da Palavra é ter constante contato com ela, observá-la, preservá-la através do nosso modo de viver. Depende de quem porta essa arma para que tais prejuízos não ocorram. Uma revisão periódica das peças, dos componentes ou, trazendo para a nossa analogia, dos livros, é muito importante para que o todo não fique prejudicado por falta de manutenção.

Praticar nos estandes de tiro é igualmente importante. Afinal, como se constrói um atirador? Basta que este saiba como funciona um fuzil, ou uma pistola, e sair atirando a esmo? Como se desenvolve precisão na mira, definição de objetivos, identificação dos alvos? Através de uma prática constante, interessada em corrigir as falhas, para que não se desperdicem oportunidades e munição ao, possivelmente, enfrentar o inimigo. Não vejo outra coisa senão identidade com o princípio bíblico exposto em Mt 7:24, no qual Jesus afirma que é importante praticarmos a Palavra que temos ouvido. Se assim não for, de que adiantará termos o melhor instrutor e o equipamento adequado?

Finalmente, a responsabilidade sobre o porte da arma. Sabemos que a perda do fuzil ou de um simples projétil, pode dar cadeia. Quanto prejuízo os cristãos não têm dado ao seu Senhor por negligenciarem cuidados básicos com a Sua Palavra expressa nas Escrituras, dando-a a perder através de um modo de vida que não é proposto por Deus, ou simplesmente por não incutirem em si mesmos o cuidado que devem ter ao portar a palavra da verdade, e por isso deixam-na pelo caminho, abandonada? O Senhor não haverá de cobrar daquele que age de tal maneira?

Qual a missão que devemos pagar hoje?

Nessa rápida reflexão, vimos a responsabilidade do bom atirador, ao buscar conhecer sua arma, cuidar dela, conhecê-la minuciosamente, saber manejá-la com cuidado e presteza e exercitar-se na prática, não guardando os fundamentos da instrução de tiro como mais um tópico teórico que acaba por esquecer ao longo de sua vida. Não tratemos a Bíblia como uma arma de brinquedo, onde não há a necessidade de um conhecimento ao menos básico para que possa ser manejada. O exercício de tiro, a aplicação da Palavra em possíveis combates contra a incredulidade, precisa de uma constância, através de um testemunho digno e fiel. Que possamos ter, em nossa Força Terra e Céu, atiradores de elite, que saibam manejar bem o fuzil que carrega a boa munição.





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