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Apologética

Implicações da Perda da Salvação

Por Aislan Fernandes Pereira

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Certamente todo crente reconheceria que toda a glória da salvação do pecador pertence a Jesus. Mas isto normalmente fica na intenção, na prática ocorre diferente quando avaliamos as causas e conseqüências de seus pensamentos. Ora, nenhum crente deseja o caminho do erro, mas pode está num se não conhecer bem as Escrituras – leia II Pedro 3.16 e Romanos 10.2,3. Devemos está sempre nos policiando de nossos próprios pensamentos e caminhos.

1. Textos bíblicos mal-interpretados

Primeiro, vamos analisar alguns textos comumente usados para justificar a perda da salvação. Não estamos ainda defendendo uma ou outra posição.

1. Parábola da figueira, do bom servo e do mau, das dez virgens e dos talentos (Mateus 24.32-25.30)

Então essas parábolas falam da vigilância em não perder a salvação ou em crer em Cristo? Para responder a esta pergunta e outras usaremos da regra básica de hermenêutica de usar o contexto para interpretar um texto, isto porque o “texto bíblico intertreta a si próprio” – lição da Reforma. Ora, se você fosse Jesus contando essas parábolas você falaria de perda da salvação para quem não é salvo (multidão)? Logo, será o público-alvo que vai definir qual o caráter da pregação. O contexto começa em Mateus 24.1 e termina em Mateus 26.5, e em Mateus 24.37-39 sabemos quem é o público-alvo, logo sabemos a resposta: vigilância em relação em crer ou não em Cristo. Aliás, depois dessas parábolas o assunto é sobre separação entre cabritos (ímpios) e ovelhas (crentes).

2. Persistência até o fim para ser salvo (Mateus 24.13; Hebreus 3.14; Apocalipse 2.10)

Esses textos são muitos citados para justificar a perda da salvação também, mas são na verdade equívocos básicos de interpretação, pois no texto de Mateus Jesus estava falando da Tribulação, como se vê pela referência que fez ao “abominável da desolação” (v.15). Ele estava falando dos judeus que seriam perseguidos naquele período, pois menciona “os que estiverem na Judéia” (v.16). Logo, parece indicar que os crentes judeus que sobreviverem à tribulação, sem ser martirizados, serão libertos (“salvos”) no fim, quando Cristo voltar. Para o texto de Hebreus basta ler o versículo seguinte (v. 15): “Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma”. A passagem de Apocalipse não oferece qualquer dúvida se a pessoa souber diferenciar vida de coroa da vida. Ora, as boas obras do crente – já salvo – serão recompensadas.

2. Graves implicações bíblicas

Podemos agora elencar alguns problemas bíblico-lógicos caso considerássemos a idéia de perda da salvação como verdadeira. Agora estamos colocando a nossa posição.

1. Insuficiência de Jesus como Advogado junto a Deus.

Sabemos que o pecado ainda é uma realidade na vida do crente, contudo o pecado não tem mais nenhum poder acusador e condenatório sobre os justificados, mas atrapalha a vida espiritual do crente e sua intimidade com Deus (ver Salmos 32; 51). Tanto é que no dia a dia da nossa salvação é necessário que haja um advogado. E esta é a razão de não sermos consumidos por causa dos nossos pecados atuais: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I João 2.1). Por isso, toda vez que Deus olha para nós, mesmo que estejamos em pecado, Ele considera a justiça de Cristo como a nossa, portanto é um equívoco usar aquelas parábolas de vigilância relacionadas a perda da salvação, caso contrário Jesus é um fraco advogado.

2. Insuficiência de Jesus como Propiciação.

Também no texto de I João 2.1 diz que Jesus é a “propiciação pelos nossos pecados”. Propiciação – HILASMOS, "propiciação"; HILASTERION, "propiciatório" – significa afastar a ira de Deus de sobre aquele que merece a ira (João 3:36; Efésios 2:3). Por isso nós permanecemos salvos mesmo pecando atualmente.

3. Insuficiência da justiça de Jesus na justificação pela fé.

A perda da salvação significa não crer na perfeição da justiça de Cristo como suficiente para satisfazer a Lei de Deus em tudo o que ela exige do pecador. Segundo o ensinamento do Novo Testamento sobre a expiação e propiciação, se um pecador volta a ser condenado por causa de seus pecados, isso indicará falhas na obra expiatória de Cristo. O que nos levaria, conseqüentemente, a concluir que a obra vicária de Jesus foi muito fraca para nos salvar da condenação eterna do pecado. Ora, a Bíblia diz que é somente pela justiça de Jesus que somos justificados (Filipensses 3.8,9), nossa justiça não participa da justiça de Cristo, porque a nossa é imperfeita (Romanos 4.4-5) e trapo de imundícia para Deus (Isaías 64.6), por isso toda glória é dada a Cristo.

4. Não há justificação pela fé.

Se a justiça de Cristo não é suficiente ou nossa justiça participa da salvação então a justificação não é pela fé, mas inicialmente pela fé e depois pelas obras do pecador como a santificação, o que no fim das contas não houve de fato justificação porque as obras devem continuar durante toda a vida e de forma perfeita e acaba sendo um tipo mascarado de justificação pelas obras, e normalmente muitos evangélicos não sabem disso. É o zelo sem entendimento.

5. A intercessão de Jesus é falha.

Cristo faz constante intercessão por aqueles que Lhe são dados pelo Pai, e a Sua oração intercessória por Seu povo é sempre eficaz – “eu sabia que sempre me ouves” (João 11.42); “vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7.25). Quem de atreve a dizer que a intercessão de Jesus, sendo Deus, pode ser falha? (João 17.11; Lucas 22.31-32).

6. O amor de Deus é mutável e temporário.

Não importa o que nos aconteça no futuro; não importa a tentação que possa nos rodear; não importa as obras de Satanás; não importa se ele nos deixar desanimados ou nos tiver sob a sua mira, nunca mais o salvo “entrará em condenação”, porque a causa de nossa salvação é imutável ...


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» Comentários até agora: 10.

Em 29/08/2011, às 23:28, Pr. Moises Damazio, de Florianopolis, ponderou:
Fantastico, nada a reprovar,
vou ficar ligado neste site.
Uma benção

Pr. Moises IBB
Floripa
Em 19/01/2011, às 16:57, Milton Luis Do Nascimento, de Dourados MS, ponderou:
Pena que não da pra copiar
Em 07/12/2010, às 20:21, Júlio César J. Dias, de São Bernardo Do Campo, ponderou:
A Paz do Senhor!
Primeiramente quero parabenizar o Aislan pela forma clara, maravilhosa e sábia com que desenvolveu os argumentos com base bíblica.
Acredito que foi extremamente convincente, todavia gostaria que me fosse tirado uma duvida, senão vejamos:

Quanto ao texto do livro de I Timóteo 4:1 " O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios"
Considerando este enunciado podemos entender que existe a possibilidade de um crente salvo em Cristo de abandonar a fé, ou seja deixar de estar com Cristo e seguir Satanas, pois aqui no texto diz abandonar a fé e não uma religião, vez que somos salvos pela fé em Cristo e não pelas obras

Segunda situação:
Já um segundo texto de Apocalipse 3:5 " O vencedor será igualmente vestido de branco.Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas reconhecerei diante do meu Pai e seus anjos."
Neste texto entendemos que que há a possibilidade de um crente Salvo em Cristo perder a salvação?"
Em 15/10/2010, às 22:17, Neide A. Da Silva, de São Paulo, ponderou:
O item crucial da salvação trazida do Céu por Cristo foi o perdão, pois para perdoar o homem, Ele veio, e com a nobre missão de ensinar o homem a perdoar e usar de misericórdia para com o próximo consistia o Seu santo trabalho na Terra, por isto, em Mateus 18: 21-22 Ele disse para perdoar setenta vezes sete, que conferindo com a Bíblia quer dizer sempre, ou seja, este perdão tem que ser ao dia, como diz em Lucas 17: 4
E ainda disse o Mestre Divino em Mateus 6: 14- 15 que se perdoar-mos seremos perdoados, e se não perdoar-mos, por Deus, o Pai Celestial, não seremos perdoados e conseqüentemente não entraremos no Céu, na Cidade Santa, pois no Céu não entrará quem Deus não perdoou.
E é importante salientar que quem não perdoa, destrói a Vitória do Sacrifício de Cristo, blasfemando assim, contra o Espírito Santo ao difamar a Glória de Deus, ou seja, ao tirar do filho de Deus, a Sua Boa Fama, isto é, a Fama de Salvador Misericordioso e Perdoador, pois Jesus Cristo é a Glória de Deus, porquanto o Filho é a Glória do Pai.
Ficando ainda quem não perdoa condenado, pelo motivo de blasfemar conta o Espírito Santo, ao que disse Cristo em S. Marcos 3: 29 isto é, a ser réu do Eterno Juízo.
Portanto a Palavra de Deus, que também é chamada de o Sangue do Cordeiro, e de Água Viva, depois do santo batismo, é o que lava e conserva embranquecidas, as nossas vestes espirituais ficando assim, nós, aptos para entrarmos no Céu, a Sião Celestial a Cidade Santa, como diz o Anjo Divino em Apocalipse 22: 14.
Eis o porquê que o cristão, ou seja, os filhos de Deus devem ir sempre à igreja, é justamente para conservarem brancas as suas vestes espirituais.
Pois não sabemos à “nossa hora” chegada, porque pra morrer basta estar vivo, porquanto assim como doença não é sinal de morte, saúde não é sinal de vida.
E perdoar sempre, conservando as nossas vestes espirituais embranquecidas pela Palavra de Deus, é o segredo para se entrar no Céu.
Em 31/05/2010, às 23:58, NMB, de Rio De Janeiro, ponderou:
1. Insuficiência de Jesus como Advogado junto a Deus.

Argumentação bíblica:

Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do concerto com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça? Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo " (Heb. 10:26-31).

As mesmas considerações valem para os outros textos, é preciso ressaltar que aquele que permanece em Cristo jamais perderá a salvação, antes pode ter certeza dela, mas aquele que o abandona pode ter certeza do oposto
Em 31/05/2010, às 23:39, NMB, de Rio De Janeiro, ponderou:
Gostaria de levantar uma ressalva, você afirmou que o enunciado da perda da salvação gera um problema que pode ser compreendido de forma bíblico-lógica, bem então primeiro pensemos de forma lógica:

1. Insuficiência de Jesus como Advogado junto a Deus.

De forma lógica, não há falha na advocacia de Cristo, se me permite um alerta, você cometeu um erro fatal ao escrever este texto, confundiu apostasia com "perder a salvação por causa do pecado", no caso da apostasia, defendida por todo arminiano, significa um abandono consciente e definitivo da fé cristã, desta forma o individuo está "abrindo mão" de seu advogado e decidindo legalmente defender a si mesmo perante o juiz (falando juridicamente), não há falha por parte do advogado, porque o mesmo não estará advogando.

Para ilustrar a diferença entre apostasia e um cristão em pecado, considere as seguintes sentenças:

"Se eu pecar, perderei minha salvação?" - Neste caso a resposta do seu texto é válida.

"E se eu deliberadamente abandonar a cristo?" - Outro caso
Em 02/04/2010, às 17:49, Paulino, de Joinville, ponderou:
Entendo os comentários, porém o cristão tem que ser vigilante tal qual um soldado na guerra, pois ainda que sejamos pecadores temos de constantemente nos arrempender. esta visão serve bem para os calvinista, uma vez salvo, salvo para sempre. è melhor vigiar
Em 14/12/2009, às 11:39, Edison Luis Fernandes, de São Bernardo Do Campo, ponderou:
Por isso eu sou salvo e feliz, pois já não há mais condenação para mim.
Preciso e esclarecedor, parabéns irmãos, que isso tire o julgo de nossos irmãos, para que possamos avançar na pregação deste evangelho maravilhoso. Se a salvação dependesse 99% de Deus e 1% do homem, estaríamos todos condenados.
Em 09/12/2009, às 18:58, Rodrigo Dias, de Bruxelas, ponderou:
poderia me passar este estudo por favor
Em 04/12/2009, às 16:50, David, de Bruxelas, ponderou:
poderia por favor me enviar o estudo para o meu email, nao consigo copiar_

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