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Evangelismo

Amor a Deus ou amor às almas?

Por Cleber Olympio

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... (Jr 17:9).

b) Considerando a natureza inconstante das reações humanas. Se orientado pelos afetos do coração humano, qualquer pessoa se decepcionará muito no serviço do Reino de Deus. A agitação do coração do homem não produzirá qualquer efeito benéfico, antes o conduzirá a buscar agradar a quem julga servir, ainda que “santifique” seu trabalho e diga estar realizando tais coisas em favor do Reino.

As reações humanas são as mais inesperadas e, por vezes, perversas. Quando a situação, em favor do Reino, começa a apertar, as vozes contrárias dos corações humanos tenderão a abandonar a obra. O servo de Deus tentará obter apoio, mas ninguém lhe estenderá a mão. Consolo e intercessão nos momentos de perigo? Será inútil pedir, pois, a exemplo do que aconteceu com Cristo, os mais próximos e fiéis estarão dormindo quando a situação apertar, e mesmo as mais firmes exortações para uma proximidade acabaram inúteis, por conta do peso que pairava sobre os discípulos, físico (Mt 26:43) e emocional.

Pessoas são suscetíveis de decepcionar e de se decepcionarem. Pessoas são movidas por interesses e por motivações frequentemente limitadas por uma visão igualmente limitada de mundo e de circunstâncias. O povo de Israel se amedrontou com a visão dos espias, apesar de a promessa estar concretizada diante de seus olhos; os discípulos não tinham maturidade suficiente para distinguir a necessidade de irem com Seu Mestre até o fim. Falta contato, sensibilidade, pureza de motivos e de pensamentos. Com tantos fatores contrários, como pode o homem se dar à busca de realizar obra por amor às almas, como fundamento para sua missão na terra?

c) Considerando a relação entre amor a Deus e o altruísmo na nossa sociedade. Nesse sentido, o altruísmo não deve ser a força-motriz do trabalho do crente. Nada ele deve fazer por simples amor às almas: delas ele pode não obter retorno algum, e nem dizemos isso por conta de uma necessidade de haver abnegação ao se trabalhar para Deus. Delas pode não haver retorno nem de estímulo para continuar adiante e, pior, desprezo, escárnio ou mesmo franca e aberta oposição.

Todo trabalho, por mais “altruísta” que pareça, se não estiver focado naquilo que realmente importa – isto é, a glória de Deus – não tem importância alguma, pois será como as demais obras da carne. Certamente há os que combaterão essa ideia, que, por si só, parece rejeitar os trabalhos de ajuda humanitária e as instituições que dão assistência a pobres, refugiados e demais pessoas necessitadas. A pobreza sempre estará presente na terra (Dt 15:11), e o crente deverá atender ao pobre e ao necessitado (Dt 15:7; 24:14), e certamente este se compadecerá daquilo de que este precisa; sua obra, no entanto, é que realmente contará para Deus, e ainda assim se for feita segundo a motivação correta, isto é, a glória de Deus. Do contrário, se feita conforme os interesses desse mundo, como desejo por notoriedade, pura satisfação pessoal, mero protesto social, forma de obter incentivos fiscais ou apenas sublimação de sentimentos ruins adquiridos ao longo da vida, serão obra morta, da mesma forma. Deus conhece intimamente as necessidades de cada um, e sem dúvida fará aquilo que Lhe represente glória, numa relação amorosa com Sua criação.

A motivação do crente para trabalhar deve ser apenas o amor a Deus. Sem essa motivação, todos os esforços tenderão a acompanhar as obras da carne, pois o foco estará na carne, não no espírito. Ademais, a força para o trabalho vem de Deus, não do homem. Não vem de uma “íntima compaixão do coração”, mas do Alto. Dizer que a força vem das motivações humanas em favor do próximo é como dizer que a árvore, sem raiz, produzirá fruto.

CONCLUSÃO

Jesus não fazia Sua obra por amor às almas: elas recebiam o reflexo do Seu trabalho dirigido a Deus e com fundamento no amor a Deus. Por mais que haja conflitos com a versão humanista do amor, que torna o homem como centro e medida de todas as coisas, constata-se patentemente, por meio da Bíblia, que o parâmetro de trabalho na obra para o Reino de Deus é o amor a Deus, não o amor às almas. O retorno de pessoas é imprevisível, assim como qualquer demonstração de apreço ou de auxílio.

O amor deve ser o canal que conecta o homem a Deus, de quem ele receberá forças para ir adiante, onde ninguém jamais pensou em ir e onde ninguém poderia, ou gostaria, de estar em sua companhia. Estabelecendo o correto fundamento, o crente saberá como agir quando se sentir sozinho, angustiado ou desamparado nos momentos difíceis, em que todos fogem, traem ou lhe deixam no completo abandono.


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