Atenção: habilite seu browser para o uso de Javascript!


Patrono do Grêmio

Quem Foi o Apóstolo Paulo?

Por Cleber Olympio

Apóstolo Paulo

O apóstolo Paulo nasceu Saulo, filho de uma rica família de israelitas, da tribo de Benjamim, na cidade de Tarso, Cilícia (colônia romana estabelecida na porção oriental da Ásia Menor, atual Turquia), por volta de 3 d.C.. Era cilício e romano, por direito de nascimento.

Logo enquanto adolescente, já era educado nas tradições judaicas, sendo "fariseu de fariseus", grupo este que se caracterizava pelo profundo apego à letra da Lei, tendo Gamaliel como seu principal mestre. Teve também influência da cultura helênica, que permeava toda a região mediterrânea desde o século III a.C.. Para sustentar seus estudos, fabricava tendas com pelo de cabra.

Na mesma Jerusalém onde estudou, Saulo dedicou-se, tempos mais tarde, à perseguição dos seguidores de Cristo, os chamados cristãos. Viu Estêvão morrer, e ter diante de si as vestes do primeiro mártir narrado na Bíblia.

Ele lançava homens e mulheres cristãos no cárcere, até que um dia o próprio Senhor o surpreendeu no caminho para Damasco (cerca de 32 d.C.). Esse encontro sobrenatural foi marcado por uma cegueira que durou três dias, ao final dos quais passou a servir a Jesus, uma vez convertido ao Evangelho.

A pregação de Saulo, agora também chamado Paulo, trazia em princípio desconfiança para os crentes, e escândalo para os judeus, que tentavam matá-lo. Por duas vezes tentou pregar em Damasco, mas a oposição foi tal que, para permanecer com vida, ele teve de fugir, e sumiu por uns tempos. Barnabé, entretanto, procura Paulo em Tarso para que este ajude a igreja em Jerusalém, que precisava ser atendida visando a assistência aos novos convertidos.

Logo em seguida, Paulo inicia sua carreira missionária, confirmando seu apostolado (palavra grega que significa "aquele que é enviado por alguém", neste caso, Jesus). Três de suas viagens pela região mediterrânea ficaram famosas: a primeira, à Antioquia (46-48 d.C.); a segunda, para a Síria e Cilícia (49-52 d.C.); e a terceira, para regiões como Derbe, Listra e Éfeso (53-57 d.C.).

Graves problemas, entretanto, Paulo tinha de suportar. O próprio Senhor havia dito, a seu respeito, que lhe "cumpria sofrer por conta do Seu Nome". Cristãos judeus duvidavam de sua fé genuína, e recusavam-se à comunhão com os cristãos gentios. Por conta disso, Paulo chegou a ser preso e julgado em 62 d.C. e, se não tivesse apelado para o imperador Agripa II, poderia ter sido solto pelo procurador Pórcio Festo. Ele viveu em prisão domiciliar em Roma, por dois anos, até ser solto novamente. Historiadores da época dizem que ele foi decapitado em execução, na ilha de Óstia, em 64 d.C., na grande perseguição empreendida aos cristãos, pelo imperador Nero.

Legou à comunidade cristã diversas cartas, como as escritas aos crentes em Roma, Corinto, Galácia, Éfeso, Filipos, Colossos, Tessalônica, as escritas ao seu discípulo Timóteo, a Tito, ao amigo Filemon, e diversas outras que não fazem parte do cânon bíblico, como aos crentes em Laodiceia.

O grande destaque da vida do Apóstolo Paulo é o arrojo e a audácia da qual era imbuído para as missões cristãs. Ele teve de superar diversas dificuldades, a começar a oposição de inimigos, e a de amigos e irmãos em Cristo, que dele desconfiavam, ou com quem não concordavam. Sentiu na pele o que é servir a Deus, pois, por conta de seu compromisso com o Reino, sofreu desde picadas de serpentes até naufrágios e muitos cárceres, como narrado na carta aos filipenses. Teve de fugir em cesto pelos muros da cidade de Damasco, para escapar de ser morto, e teve também de se fingir de morto, ao ser apedrejado certa vez.

Paulo demonstrava profundo afeto pelos irmãos. Ele gostava de gente. Servia ao Senhor com alegria, com quem tinha profundo comprometimento. Conheceu desde reis até escravos, como Onésimo, por quem intercedeu, por lhe ser valioso para o ministério.

São de sua autoria ilustrações que envolvem militares, como a da armadura de Deus (Efésios 6). O versículo mais citado pelos militares evangélicos, "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece", é de sua autoria (Filipenses 4:13). Nota-se, em seu ministério, a prática de valores e ética, bem próximos do que o militar deve exercer.

Ele define a carreira cristã como o "bom combate", pelo qual devemos combater. Na sua carta de despedida, ele escreve que combateu o bom combate, cumpriu a carreira, guardou a fé. Foi companheiro dos seus companheiros, não temia as astúcias e ardis do inimigo, e pela causa lutou e a defendeu, com o sacrifício da própria vida.

Em justa homenagem, a NGA 1/2006 desta página, lhe declara, oficialmente, em seu artigo 11, inciso II, como Patrono do Grêmio Apóstolo Paulo, que leva o seu nome, e recomenda aos usuários do Militar Cristão que vivam em Cristo, assim como ele viveu, e sejam santos, como ele é santo em Jesus, visualizando sempre o Mestre, autor e consumador da nossa fé, aquele que nos amou, e a si mesmo se entregou em favor dos que nele creem.


Fontes consultadas para a biografia do apóstolo Paulo: Vivos! O Site da Fé Cristã e o verbete "Paulo de Tarso", na Wikipedia.



RecuarPara o alto


Mensagem para Você!
Interatividade
RSS Militar Cristão Militar Cristão no Facebook Militar Cristão no Twitter Assine abaixo o Boletim de Notícias
E-mail:

 
DTM - Dicionário de Termos Militares
Termos, gírias e expressões da linguagem militar do dia-a-dia. Consulte: