Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
A Ave-Maria é uma das orações mais rezadas do mundo e é o coração do terço. Quase toda ela vem diretamente do Evangelho de São Lucas; a parte final é a súplica que a Igreja acrescentou ao longo dos séculos.
“Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco”
São as palavras do anjo Gabriel na Anunciação (Lc 1,28). “Cheia de graça” indica que Maria foi preparada por Deus de modo único para ser a mãe do Salvador. Ao repetir a saudação, entramos no mesmo momento em que Deus pediu o “sim” de Maria.
“Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre”
É a exclamação de Isabel, cheia do Espírito Santo, quando Maria a visita (Lc 1,42). O nome de Jesus, acrescentado ao final, lembra que todo louvor a Maria conduz ao Filho: ela é bendita por causa d’Ele.
“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores”
O título “Mãe de Deus” foi proclamado pelo Concílio de Éfeso, em 431: se Jesus é verdadeiro Deus, Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Esta segunda parte da oração se consolidou no fim da Idade Média e foi fixada na forma atual no século XVI.
“Agora e na hora de nossa morte”
Pedimos a intercessão de Maria nos dois momentos que realmente importam: o presente, onde se decide cada escolha, e a hora final, quando mais precisaremos de uma Mãe ao nosso lado.
- Reze devagar, prestando atenção em uma frase de cada vez.
- No terço, cada dezena une a Ave-Maria à meditação de um mistério da vida de Cristo.
- Uma Ave-Maria ao acordar e outra antes de dormir já criam um hábito de oração.
Referências bíblicas
- Lucas 1,26-38
- Lucas 1,39-45
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2676-2677
Imagem da capa: Fra Angelico, Anunciação (c. 1430–1432), Museu do Prado. Domínio público, via Wikimedia Commons.
